Homicídio do embaixador russo na Turquia: já há seis detidos

Forças de segurança turcas detiveram seis pessoas no âmbito do homicídio do embaixador russo Andrey Karlov na capital turca. Um grupo de 18 investigadores, agentes dos serviços secretos e diplomatas russos chegam hoje ao país para investigar o sucedido.

O pai, a mãe e a irmã do alegado assassino, Mevlüt Mert Altintas, foram detidos durante a noite em Soka, cidade natal do atacante, situada no oeste da Turquia.

Altintas era polícia e estava há dois anos e meio nas forças antimotim.

O jornal da oposição Hürriyet informou que uma das pessoas detidas é o companheiro de casa do alegado autor do crime em Ancara.

Segundo a imprensa local, a polícia está a investigar a ligação entre o assassino e a organização do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, autoexilado nos Estados Unidos desde 1999 e que se converteu num crítico aberto do Presidente, e que Ancara acusa de estar por detrás do fracassado golpe do passado 15 de julho.

Estes meios de comunicação referem que a escola de polícia em que Mevlüt Mert Altintas se formou tem ligações ao Fethullah Gülen.

As autoridades turcas impuseram hoje um `blackout` temporário sobre a cobertura do tiroteio do embaixador russo na Turquia, segundo a Associated Press (AP).

A ordem que impede a cobertura dos factos, proíbe temporariamente as reportagens, imagens e comentários que não sejam feitos pelas autoridades oficiais, adianta a AP.

Isto afeta toda a cobertura jornalística distribuída dentro de Turquia e órgãos de comunicação social são aconselhados a procurar assessoria legal se pretenderem transmitir notícias para o próprio país.

Investigadores russos enviados para a Turquia para investigar homicídio

Um grupo de 18 investigadores, agentes dos serviços secretos e diplomatas russos foram enviados hoje para a Turquia para a investigação do homicídio do embaixador russo, anunciou o Kremlin citado pelas agências russas.

“O grupo vai operar na Turquia no quadro do inquérito sobre a morte do embaixador da Rússia Andreï Karlov, conforme acordado pelos Presidentes russo e turco durante a sua conversa telefónica” na noite de segunda-feira, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O embaixador russo Andrei Karlov estava a discursar em Ancara, no âmbito de uma exposição de fotografia, quando um homem abriu fogo contra ele, e não resistiu aos ferimentos de bala.

Segundo testemunhas, o homem que disparou contra o embaixador russo gritou “Alepo” e “vingança” quando abriu fogo.

Andrei Karlov, 62 anos, era embaixador na Turquia desde 2013.

A cem metros do local do homicídio do embaixador russo, um homem abriu fogo esta madrugada em frente à embaixada dos Estados Unidos, antes de ser detido por guardas da segurança da delegação diplomática. Este incidente não causou vítimas.

Estados Unidos e Irão anunciaram o encerramento das respetivas embaixadas e consulados na Turquia durante o dia de hoje.

 

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