Inflação na Alemanha volta a subir e pode chegar à casa das dezenas no verão, avisa banco ING

A instituição financeira holandesa destaca a pressão generalizada em várias categorias de produtos, o que puxou a inflação para cima apesar do recuo na energia. O BCE fica ainda mais condicionado na sua atuação, argumenta o departamento de análise financeira e económica do banco.

4 – Alemanha

A taxa de inflação na Alemanha voltou a subir em abril, chegando aos 7,4% em termos homólogos quando o mercado esperava que o indicador se mantivesse nos 7,3% registados no mês anterior. Apesar do abrandamento, os analistas não perspetivam uma inversão da tendência nas próximas leituras.

Este valor é um máximo desde 1981 e fica ligeiramente acima das expectativas do mercado, que se vai debatendo com a subida generalizada de preços na maior economia europeia.

Apesar de ser ainda um fenómeno resultante sobretudo da crise energética que se verifica na Europa, o banco ING não projeta que o indicador venha a baixar nos próximos meses, reconhecendo mesmo a possibilidade de uma inflação nos dois dígitos já no verão.

A pressão causada pelos produtos energéticos até abrandou em relação a março, passando de 39,5% de variação homóloga para 34,3% em abril, mas “apenas 21 dos 94 componentes do cabaz de bens” que constitui o índice de preços no consumidor (IPC) verificou uma inflação de 2% ou menos, destaca a análise do banco neerlandês. O indicador harmonizado para a inflação subiu ainda mais do que o base, chegando aos 7,8% homólogos, depois de 7,6% em março.

Por outro lado, nalgumas regiões a inflação dos bens alimentares, atividades de lazer e outros serviços estava já na casa das dezenas, o que dá mais força à hipótese levantada pelo ING.

Estes valores colocam ainda mais pressão sobre o Banco Central Europeu para agir de forma a conter a subida de preços na zona euro, isto depois de Christine Lagarde, presidente do organismo, ter reconhecido que os juros podem subir já este ano. O banco reconheceu esta quinta-feira que os seus modelos poderão estar desajustados para estimar a evolução da inflação no pós-pandemia, dada a procura menos forte do que o antecipado e a capacidade dos produtores de passarem o aumento nos custos quase na totalidade para os consumidores.

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