Jerusalém: Polícia e manifestantes em confronto no Líbano

As ondas de choque suscitadas pelo reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel não param.

A polícia libanesa lançou gás lacrimogéneo contra os manifestantes que protestavam em frente à embaixada dos Estados Unidos em Beirute, contra a decisão de o presidente Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

De acordo com a agência noticiosa Efe, elementos da Proteção Civil usaram também canhões de água para dispersar os manifestantes, que estavam a atirar garrafas e a incendiar pneus e caixotes do lixo na área de Aukar, junto à sede da embaixada norte-americana.

Nos últimos dias, registaram-se vários protestos em vários países árabes e muçulmanos, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reconhecido Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão. A decisão representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano, apesar de os dois países manterem uma relação de amizade já antiga.

Mesmo assim, Trump assumiu desde a campanha eleitoral para a presidência que iria alterar a política dos Estados Unidos em relação a Israel. Trump, na altura em que era apenas candidato à Casa Branca, afirmou várias vezes que o seu antecessor, Barack Obama, deixara de tratar Israel como um parceiro privilegiado.

De facto, Obama era bem menos efusivo com Israel que aquilo que era costume na Casa Branca – deixando perceber que não estava muito satisfeito com a forma como os israelitas se vinham comportando na questão da guerra com a Palestina.

Os desentendimentos que a decisão de Trump está a levantar nos Médio Oriente podem ser o rastilho para o aumento da tensão e dos conflitos na região. Para já, Trump enfrenta as reservas de praticamente o resto do mundo, com mensagens vindos de todos os quadrantes e de todas as geografias dando nota do mal-estar que toda a questão está a causar.

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