Kiev começou “retirada obrigatória” de civis de Donetsk

A vice-primeira-ministra ucraniana, responsável pela reintegração dos territórios ocupados, Iryna Vereshchuk anunciou o primeiro transporte para mulheres e crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, refere o portal oficial Ukrinform. 

Veículo militar nas ruas, nos arredores de Donetsk. Reuters

As autoridades ucranianas iniciaram hoje a “retirada obrigatória” da população da região de Donetsk numa altura em que se intensificam os combates no leste da Ucrânia.

A vice-primeira-ministra ucraniana, responsável pela reintegração dos territórios ocupados, Iryna Vereshchuk anunciou o primeiro transporte para mulheres e crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, refere o portal oficial Ukrinform.

De acordo com o mesmo comunicado, o primeiro comboio partiu hoje da região leste da Ucrânia e espera-se que chegue na quarta-feira a Kropyvnytskyi.

Vereshchuk disse que Kiev garante a segurança aos deslocados e a posterior recolocação em zonas seguras.

Espera-se que outros transportes levem cidadãos ucranianos para Lviv e outras cidades do oeste do país, onde se preparam alojamentos de acolhimento a deslocados.

O governo ucraniano anunciou no passado fim de semana a decisão de proceder à “retirada obrigatória” dos civis de Donetsk, região que tem sido particularmente atingida por fortes combates.

No sábado, através de uma mensagem difundida pelo sistema de mensagens Telegram, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky pediu aos habitantes para se retirarem da zona assegurando assistência na deslocação assim como apoio económico.

“Confiem em mim”, disse Zelensky, admitindo que ainda há “milhares de pessoas” que se negam a abandonar a região.

Pavlo Kyrylenko, chefe da administração militar ucraniana de Donetsk, divulgou na semana passada que em julho morreram na sequência de ataques russos “662 pessoas” e 1711 ficaram feridas.

 

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