Lucro da Greenvolt sobe 17% no primeiro semestre

Empresa de energias renováveis diz que os resultados do primeiro semestre de 2022 são alicerçados na unidade de negócio de biomassa residual. Receitas cresceram 170% e o EBITDA mais do que triplicou.

Cristina Bernardo

Os resultados líquidos GreenVolt aumentaram 17% no primeiro semestre deste ano, face a igual período de 2021, para 1,2 milhões de euros, anunciou a empresa de energia esta terça-feira, 6 de setembro, em comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No período em análise, as receitas cresceram 170%, para 113,3 milhões de euros, e os resultados antes de juros, taxas, depreciações e amortizações (EBITDA, na sigla em inglês) subiram 247,6%, para 36,8 milhões de euros.

“Os resultados do primeiro semestre de 2022 são alicerçados na unidade de negócio de biomassa residual e no reforço do investimento nas áreas com maior potencial de crescimento, como sejam o desenvolvimento de projetos solares fotovoltaicos e eólicos, bem como a geração distribuída”, diz o presidente-executivo da empresa, João Manso Neto, citado no comunicado.

A GreenVolt opera no segmento da produção de energia elétrica através de biomassa exclusivamente proveniente de resíduos, detendo cinco centrais de biomassa residual florestal em Portugal, com uma capacidade instalada de cerca de 100 MW, e uma participação de 51% na TGP, uma central com uma capacidade de 42 cerca de MW, no Reino Unido.

As receitas acumuladas do segmento de biomassa totalizaram 90 milhões de euros no semestre, o que traduz um aumento de 115%, face ao período homólogo de 2021, representando 79,4% do negócio da empresa. O EBITDA, excluindo custos de transações, ascendeu a 44,7 milhões de euros, representando um aumento de 221%. A margem de EBITDA aumentou 7,2 pontos percentuais, para 25,2%.

Este resultado foi, no entanto, prejudicado por uma “paragem programada de manutenção da central de Tilbury, da TGP, a qual ascendeu a 18 dias, o que teve um impacto relevante”.

Na nota, Manso Neto assinala que, “já no decorrer do terceiro trimestre, a GreenVolt concretizou dois marcos muito importantes: por um lado concretizou com enorme sucesso uma operação de aumento de capital de 100 milhões de euros, que lhe permitirá acelerar o seu plano de crescimento e, por outro lado, formalizou a primeira operação de venda de ativos solares e eólicos, na Polónia, a uma das maiores utilities europeias, a Iberdrola, o que, também em termos de resultados financeiros , abre boas perspetivas para a segunda metade de 2022”.

A empresa anunciou a 1 de agosto a venda de dois parques solares e eólicos localizados na Polónia à espanhola, com uma capacidade total de 98 MW, à Iberdrola, por 155 milhões de euros.

A dívida financeira líquida da GreenVolt ascendia a 290,1 milhões de euros, no final de junho de 2022, sendo que as linhas de Caixa e equivalentes eram de 279,3 milhões.

No segundo semestre deste ano, a Greenvolt que tanto o parque solar de Tábua como as Unidades de Pequena Produção da Figueira da Foz e Ródão, entrem em operação.

Na geração distribuída, a empresa quer “aproveitar a elevada procura no mercado por energias renováveis, quer por via do autoconsumo individual, quer através do autoconsumo coletivo, via comunidades de energia”, pelo que sinaliza que “considera como provável a materialização de potenciais aquisições”.

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