Medina: “Não será por razões orçamentais” que Portugal não participará em missões NATO

O ministro das Finanças explicou a redução de 800 mil euros entre a proposta de Orçamento chumbada em outubro e a agora a discussão, apontando à Lei de Programação Militar para os investimentos previstos nos próximos anos.

O ministro das Finanças garante que “não será por razões orçamentais” que Portugal não participará em exercícios NATO, explicando ainda a redução do montante orçamentado para a área da Defesa em relação à proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) chumbada em outubro.

“A participação das missões portuguesas, nomeadamente no âmbito da NATO, terá a cobertura do Estado português”, afirmou Fernando Medina esta terça-feira na Comissão de Orçamento e Finanças, em resposta a questões da bancada social-democrata e do Chega.

Ambos os partidos à direita do plenário questionaram o antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa sobre a redução de verbas destinadas à defesa nacional numa altura em que o primeiro-ministro e o Presidente da República sinalizaram a necessidade de aumentar gastos e cumprir com os objetivos orçamentais da Aliança Atlântica, especialmente dado o contexto de guerra na Europa.

Medina explicou que a redução de 800 mil euros se prende com o facto de haver menos um membro do Governo na área da defesa, mas garante que os investimentos necessários serão feitos nos próximos anos.

“O fundamental está na Lei de Programação Militar”, apontou o ministro, destacando que “este terá um ciclo de aumento do investimento particularmente importante nos próximos três anos”.

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