Mesa Nacional do BE aprova hoje programa eleitoral e listas de deputados

No final da Mesa Nacional, que decorrerá num hotel em Lisboa, a coordenadora do BE, Catarina Martins, dará a habitual conferência de imprensa para apresentar as conclusões da reunião.

O programa eleitoral e as listas de deputados do BE às eleições legislativas de 30 de janeiro vão ser hoje aprovados pela Mesa Nacional do partido, órgão máximo entre convenções.

No final da Mesa Nacional, que decorrerá num hotel em Lisboa, a coordenadora do BE, Catarina Martins, dará a habitual conferência de imprensa para apresentar as conclusões da reunião.

Os dirigentes do BE vão discutir e aprovar a versão final do programa eleitoral com o qual o partido se apresentará às eleições antecipadas, documento que foi debatido e viabilizado na generalidade pelos 400 aderentes presentes no encontro nacional que decorreu sábado em Lisboa.

Outro dos temas em cima da mesa relacionado com o processo eleitoral de 30 de janeiro será a aprovação das listas de deputados do BE a todos os círculos eleitorais.

A semana passada, conforme noticiado pela agência Lusa, os plenários distritais de Porto e Lisboa decidiram manter como cabeças de lista a coordenadora bloquista, Catarina Martins, e a deputada Mariana Mortágua, respetivamente.

Na próxima legislatura deixarão o parlamento os atuais deputados Jorge Costa, Maria Manuel Rola e Luís Monteiro, que não integram as listas.

Estas duas listas, juntamente com as dos círculos eleitorais restantes, serão aprovadas na Mesa Nacional de hoje.

Das propostas de listas a estes dois distritos são novidades em Lisboa a entrada do médico Bruno Maia como número três e Leonor Rosas em quinto, enquanto no Porto, como independente, Teresa Summavielle surge em quarto lugar e a atual deputada Isabel Pires em terceiro, mudando assim de distrito, uma vez que nas últimas legislativas concorreu por Lisboa.

De acordo com os estatutos do BE, “compete à Mesa Nacional, sob proposta das assembleias distritais e regionais”, decidir sobre os cabeças de listas à Assembleia da República “no caso de círculos com até três deputadas ou deputados”.

Já nos restantes círculos eleitorais, este órgão partidário determina “sobre o primeiro quinto de candidatas e candidatos”.

“As Assembleias Distritais e Regionais podem requerer, como recurso, a votação em alternativa das suas propostas na Mesa Nacional. A decisão sobre a composição restante destas listas compete às respetivas assembleias distritais e regionais”, referem os estatutos.

O programa eleitoral do BE às legislativas manterá, no essencial, as prioridades que os bloquistas fixaram nas últimas eleições de 2019.

Na abertura do encontro nacional de sábado que aprovou, na generalidade, o documento programático, a deputada e dirigente bloquista Mariana Mortágua justificou esta manutenção de prioridades com o facto de Portugal apresentar os mesmos problemas estruturais, alertando, no entanto que, com uma situação mais complexa, aumenta a “exigência à esquerda”.

Saúde, salário, pensões, clima e justiça constituem aquilo que Catarina Martins, no encerramento desta iniciativa, apelidou como “as raízes da esquerda”, que estarão também no base dos “compromissos claros” do programa eleitoral do BE às legislativas.

Entre as linhas programáticas que Catarina Martins elencou, destaque para uma “proposta inovadora” do BE, a criação de um Serviço Nacional de Cuidados, e que foi apresentada pelo deputado José Soeiro e, depois, aprovada pelos aderentes.

Outra das novidades foi uma proposta precisamente de Mariana Mortágua, que pretende que o programa eleitoral preveja “a criminalização da utilização de ‘offshore’”, considerando que são estes mecanismos que “permitem todo o crime económico” ou que encobrem os seus resultados.

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