Michael Cohen, ex advogado de Trump, condenado a três anos de prisão

O antigo advogado de Trump, Michael Cohen, foi, esta quarta-feira, condenado a três anos de prisão, num tribunal em Nova Iorque, EUA. Estão em causa múltiplos crimes, incluindo mentir ao Congresso sobre um possível acordo negocial com Trump em Moscovo e comprar o silêncio de mulheres que acusaram Donald Trump de assédio sexual.

Segundo o “The Washington Post”, estão em causa múltiplos crimes, incluindo mentir ao Congresso sobre um possível acordo negocial com Trump em Moscovo e comprar o silêncio de mulheres que, durante a campanha presidencial de 2016, alegaram ter mantido relacionamentos íntimos com o então candidato republicano.

O ex advogado de Donald Trump foi acusado de pagar a duas atrizes pornográficas, com quem Trump tinha tido casos amorosos, em troca de silêncio, de modo a influenciar a imagem de Trump durante a campanha presidencial. A sentença foi conhecida às 12h10 locais — 17h10 em Lisboa — num tribunal federal de Manhattan, onde Michael Cohen assumiu “total responsabilidade por todos os atos” de que é acusado.

Cohen, que chegou a dizer que daria a vida pelo multimilionário, é a primeira pessoa do círculo próximo de Trump a ser condenada na sequência da investigação à alegada interferência do Kremlin nas eleições presidenciais norte-americanas.

No tribunal de Manhattan, o antigo advogado afirmou que Trump forçou-o a “seguir o caminho da escuridão e não da luz”. No passado, Cohen tinha afirmado que “levaria uma bala por Trump”. Esta quarta-feira, ao juiz William Pauley, o advogado declarou que a sua fraqueza “foi a lealdade a Trump”.

O advogado foi detido para interrogatório em abril depois de agentes federais terem descoberto o esquema de suborno. Cohen recebeu a mais longa pena imposta até agora pelo juiz Robert Mueller no que toca às investigações em torno de Donald Trump. Deve entregar-se a 6 de março, ordenou o tribunal federal.

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