“Não há outra forma”. Se pressão dos jornalistas continuar, assessor de Joacine volta a chamar segurança

Rafael Esteves Martins sublinhou que Joacine Katar-Moreira tem uma cultura de trabalho “de descanso, no sentido intelectual do termo” e que caso a pressão mediática continue vai voltar a pedir-se que os seguranças afastem os jornalistas porque “não haverá outra forma”. 

O assessor da deputada Joacine Katar-Moreira, Rafael Esteves Martins, queixou-se à Rádio Observador de “interrupções constantes” por parte dos jornalistas, nos últimos dias, justificando a decisão de pedir a um GNR do parlamento para acompanhar a deputada do Livre até ao seu gabinete.

As equipas de filmagens da SIC e da RTP capturaram o momento em que a deputada e o assessor estão a ser escoltados pelo GNR, “que não estava fardado mas estava identificado”, que afasta os jornalista da deputada do Livre, com gestos a pedir espaço e com palavras.

Rafael Esteves Martins sublinhou que Joacine Katar-Moreira tem uma cultura de trabalho “de descanso, no sentido intelectual do termo” e que caso a pressão mediática continue vai voltar a pedir-se que os seguranças afastem os jornalistas porque “não haverá outra forma”.

Questionado sobre se pretendia voltar a pedir pela presença de segurança, para evitar presença dos jornalistas, Rafael Esteves Martins foi peremtório. “Não é essa a cultura que queremos implementar, a cultura desses seguranças. Agora, se não nos deixarem trabalhar, não há outra forma”.

O assessor da deputada do Livre explica que pediu proteção policial por, quando estava a ser filmado um documentário no gabinete de Joacine, um jornalista entrou sem autorização. Como o jornalista já tinha entrado na sala de apoio, o assessor achou “por bem pediu ao guarda para acompanhar a deputada até ao seu gabinete”, não para sair do Parlamento como foi dado a entender.

Relativamente ao tema do acompanhamento por parte de um agente da autoridade, os utilizadores do Twitter questionaram qual teria sido a razão de tal pedido, pelo que Rafael Esteves Martins respondeu “Ontem um jornalista entrou-nos pelo gabinete. Foi isso. There, I said it [pronto, já disse]”, afirmando ainda “larguem o osso”, referindo-se à questão da escolta.

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