Nextbitt quer ganhar terreno no exterior enquanto investe no desenvolvimento tecnológico aliado à sustentabilidade

Numa conversa com jornalistas durante a manhã desta quarta-feira, Miguel Salgueiro, partner da NextBITT, deu a conhecer a estratégia delineada pelo grupo para a evolução da sua oferta e da sua plataforma visando os desafios ambientais com os quais o sector se depara.

A empresa portuguesa Nextbitt, que angariou recentemente cinco milhões de euros da Explorer Investements, quer apostar fortemente na internacionalização e ganhar terreno no nicho dos ativos físicos em vários países europeus – sobretudo em Espanha -, enquanto percorre um caminho fundamentalmente orientado para o desenvolvimento tecnológico aliado à sustentabilidade.

Numa conversa com jornalistas durante a manhã desta quarta-feira, Miguel Salgueiro, partner da NextBITT, deu a conhecer a estratégia delineada pelo grupo para a evolução da sua oferta e da sua plataforma visando os desafios ambientais com os quais o sector se depara.

No âmbito do compromisso com a sustentabilidade e a incorporação desta visão na sua oferta e na sua plataforma, a tecnológica portuguesa oferece a partir deste ano módulos e funcionalidades para controlo e redução dos índices de carbono para os seus clientes, focados no Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e no Sistema de Gestão Energética (SGE).

Em causa está, recordou Miguel Salgueiro, as diretivas europeias no campo da sustentabilidade que as empresas têm de seguir desde 2021, com a obrigatoriedade da apresentação das evidências de empresas e organizações quanto ao desempenho energético e pegada carbónica.

Duplicar o número de funcionários está entre os planos da Nextbitt. Atualmente, a empresa tem 40 pessoas nos quadros, mas pretende chegar a uma centena de trabalhadores num futuro próximo, apostando sobretudo nas áreas do ambiente e recursos humanos, segundo Miguel Salgueiro, que olha para a Nextbitt, que como um ator capaz de “agitar o mercado”.

Entre os grupos com os quais a Nextbitt estabeleceu negócios desde que foi fundada em 2015 estão a Sonae, os CTT, a Fertagus, o BPI e o grupo sul-africano Standard Bank.

Miguel Salgueiro adiantou ainda que, no próximo ano, haverá uma grande oportunidade com o sector público, sem aprofundar a questão, que remete para o início do segundo trimestre.

“A sustentabilidade é o pilar fundamental em que assenta o futuro da empresa, mas também da sociedade como a conhecemos. No entanto, é importante ter consciência de que sem uma gestão rápida e ágil dos ativos físicos das organizações, estas não conseguirão assegurar que estão a endereçar da melhor forma a redução da pegada carbónica, evidenciando o nível de execução da estratégia nessa dimensão da sustentabilidade. Assim, pretendemos focar em entregar a melhor solução de ativos físicos do mercado e olhar para a sustentabilidade como o fator determinante para elevar e diferenciar o negócio Nextbitt”, disse Miguel Salgueiro.

O contrato de cinco milhões com a Explorer Investments foi tornado público pelo grupo em meados de julho.

Em 2019, a NextBITT foi eleita “IP Co-Sell Partner of the Year” pela Microsoft Portugal, “pelo seu desempenho durante o último ano fiscal em termos de co-venda, com a Microsoft, de soluções baseadas em Microsoft Azure”.

 

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