Da esquerda à direita, classe política critica aumentos salariais na administração da TAP

Os aumentos dos salários na TAP motivaram diversas reações da classe política que pede esclarecimentos ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

O dia ficou marcado pelos aumentos salariais no Conselho Executivo da TAP, o que motivou diversas reações da classe política que pede esclarecimentos ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

PSD

Tendo em conta o aumento salarial, esta terça-feira, o PSD questionou o Governo esta sobre a decisão de aumentar os salários a três administradores da TAP. Em comunicado, o PSD perguntou ao Governo “se confirma os valores que forma tornados públicos” e “se já deu ou vai dar orientações para que esta decisão seja revertida com caráter imediato e efeitos retroativos, se for o caso”.

No Twitter, Rui Rio escreveu que “o que um Governo de esquerda, que se diz sempre preocupado com os mais desfavorecidos, aprova em matéria salarial numa empresa falida que só sabe viver de mão estendida para o contribuinte. O tal que suporta a brutal carga fiscal”.

CDS-PP

O deputado do CDS-PP, João Gonçalves Pereira, destacou ao Jornal Económico (JE) “a enorme trapalhada da gestão de Pedro Nuno Santos do dossier da TAP” depois de ser noticiado o aumento salarial dos membros do conselho executivo da empresa aérea portuguesa. Os centristas querem saber se será aplicado o estatuto de gestor público à TAP e ainda sobre o dinheiro recebido por David Neeleman, antigo acionista da TAP.

“Estes últimos acontecimentos merecem uma explicação rápida e clara da parte do governo designadamente do ministro das Infraestruturas. Este é mais um episodio que vem revelar a enorme trapalhada da gestão de Pedro Nuno Santos do dossier da TAP”, sublinhou João Gonçalves Pereira.

PAN

A líder parlamentar do PAN, Inês de Sousa Real classificou ao JE os aumentos salariais como “incompreensível”. “Parece-nos manifestamente incompreensível esta possibilidade de aumento nos salários no conselho de administração da TAP, pesa embora o Governo já tenha vindo dizer que mantem aquilo que avançou na audição feita ainda este mês a 15 de dezembro passado relativamente à descida do valor auferido pelo conselho de administração em 33% até foi em reação aquilo que na altura o PAN questionou face aquilo que podia ser a realidade salarial do conselho de administração aquela data”, frisou.

“Parece-nos manifestamente incompreensível que isto não tenha sido não só explicado na altura à Assembleia da República tendo em conta que apesar das declarações de hoje continua a estar aqui em cima da mesa uma suposta decisão de 28 de outubro ou seja anterior à audição”, frisou a deputada do PAN.

Tendo em conta o sucedido, Inês de Sousa Real garantiu que o partido vai “dar entrada de um requerimento a pedir esclarecimento ao ministro das Infraestruturas e da Habitação para que precisamente venha esclarecer efetivamente a posição remuneratória, que valores que estamos aqui a falar e se estão ou não a ser aplicados os cortes ao conselho de administração que foram avançados pelos ministro”.

BE

Os bloquistas perguntou esta terça-feira ao Governo se deu aval ao aumento de salários, “para quase o dobro”, de três administradores da TAP e se está disponível para rever a decisão, segundo a agência Lusa.

O partido liderado por Catarina Martins considerou que “não é compreensível ou aceitável que se estejam a prever cerca de 2.000 despedimentos e reduções salariais de 25% aos trabalhadores e, ao mesmo tempo, se decidam subidas salariais na administração”.

Numa questão enviada para o Ministério das Infraestruturas e Habitação, através do parlamento, os bloquistas destacaram que “não se podem pedir todos os sacrifícios aos trabalhadores, enquanto os elementos da administração, que auferem salários muito acima da média da empresa, veem o seu rendimento aumentado de forma substancial”.

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