Obama confiante de que venceria Trump se a Constituição permitisse

O ainda Presidente dos EUA, Barack Obama, que deixará a Casa Branca em janeiro, afirmou acreditar que seria reeleito para um terceiro mandato caso a Constituição norte-americana permitisse a sua candidatura.

Jonathan Ernst/Reuters

As declarações de Obama foram ontem divulgadas pelas agências internacionais e foram feitas durante uma entrevista ao ‘podcast’ (formato áudio ou multimédia com conteúdo semelhante ao de um programa de rádio que pode ser descarregado da Internet) “The Axe Files”, um programa produzido pelo canal de notícias CNN e pela Universidade de Chicago que é conduzido pelo ex-assessor presidencial David Axelrod.

Durante a entrevista, o ainda Presidente disse acreditar que o povo americano ainda apoia a sua visão política progressista, apesar de ter escolhido em novembro passado uma figura como Donald Trump para o suceder na Casa Branca.

“Tenho confiança nesta visão, porque tenho certeza que se concorresse novamente e pudesse explicar, acredito que conseguiria mobilizar uma maioria do povo americano para a apoiar”, afirmou o governante, rejeitando as críticas de que a sua visão para os EUA não passava de um sonho.

“Após a eleição e a vitória de Trump, muitas pessoas sugeriram que, em certa forma, não teria sido mais do que um sonho. (…) Mas a cultura mudou, a maioria aderiu à noção de uma América única que é tolerante, diversa e aberta, plena de energia e de dinamismo”, defendeu.

Na conversa com David Axelrod, o Presidente cessante falou igualmente no bom desempenho da candidata presidencial democrata Hillary Clinton face a “circunstâncias muito difíceis” e no facto de os democratas terem conquistado o voto popular.

“Perder nunca é divertido”, disse Obama a Axelrod, o estratega político que o ajudou a ganhar as eleições presidenciais de 2008 e que seria posteriormente seu assessor na Casa Branca.

“Tenho orgulho por ter tentado fazer neste cargo aquilo que acho que é certo e não aquilo que é popular, sempre digo às pessoas que não subestimem a humilhação pública de perder na política”, referiu.

Sobre as suas prioridades a longo prazo, Barack Obama destacou que pretende ajudar a construir a futura geração de líderes, organizadores, jornalistas e políticos.

“Quero utilizar o meu percurso presidencial como um mecanismo para desenvolver a próxima geração de talentos”, prosseguiu.

A curto prazo, após a saída da Casa Branca em meados de janeiro, Obama confidenciou que pretende dormir, escrever e gozar umas grandes férias com a mulher Michelle.

“Devo ficar quieto durante um período. Não quero dizer politicamente, mas a nível interior. É preciso estarmos em sincronia com nós próprios e absorver o que acontece antes de tomar decisões”, concluiu.

Recomendadas

Mundial2022: Qatar condena campanha “infundada” em resposta a críticas do PE

O Qatar condenou a resolução adotada na semana passada pelo Parlamento Europeu (PE) criticando a sua escolha como sede do Mundial de futebol em curso e denunciou uma campanha “infundada” assente em “acusações falsas e informação enganosa”.

Covid-19: Human Rights Watch pede respeito pelos direitos de manifestantes na China

A Human Rights Watch defendeu hoje que o Governo chinês deve respeitar os direitos de todos aqueles que protestam pacificamente contra as restrições no combate à pandemia de covid-19.

Sociedade civil são-tomense pede investigação internacional a “triste episódio” com quatro mortos

A sociedade civil são-tomense pediu hoje aos parceiros de cooperação uma “investigação internacional urgente” sobre o “triste episódio” do ataque ao quartel militar, na sexta-feira, em que morreram quatro pessoas, alegadamente após “agressão e tortura”.
Comentários