ONU aprova envio de observadores para Alepo

Rússia não vetou envio de observadores para a Síria e a decisão foi aceite de forma unânime pelos membros das Nações Unidas.

Ao contrário do esperado, a decisão foi unânime: a ONU vai enviar observadores para Alepo, na Síria. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta segunda-feira a medida com votos dos 15 elementos a favor da adoção da proposta francesa.

A resolução apresentada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, propunha a intervenção de oficiais da ONU na retirada de civis de Alepo depois de o Governo sírio e rebeldes terem chegado a um acordo sobre a evacuação da cidade.

Esta votação é especialmente importante porque marca um ponto de viragem na posição da ONU em relação ao conflito sírio. Há vários meses que os membros da organização não chegavam a consenso e a Rússia já tinha vetado seis propostas anteriores com semelhantes objetivos. Esperava-se por isso que a Rússia vetasse a proposta, o que não aconteceu.

Com a aprovação te todos os membros da ONU, vai então avançar o envio de observadores para Alepo com o objetivo de monitorizar a evacuação da cidade síria e recolher informações sobre a situação dos civis que continuam na cidade síria.

“França pede observadores das Nações Unidas para haver garantia de que a retirada de civis é uma prioridade, mas também para que os combatentes não sejam massacrados”, disse na semana passada Jean-Marc Ayrault ao canal de televisão France 2.

“É preciso também que organizações humanitárias como a Cruz Vermelha, a Unicef, possam intervir”, acrescentou o ministro francês. A evacuação de civis e combatentes insurgentes de Alepo começou na quinta-feira passada, mas foram interrompidas logo no dia seguinte. Esta segunda-feira, a evacuação foi retomada.

Mais de 7,000 pessoas foram retiradas de Alepo em 100 autocarros só na segunda-feira, de acordo com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV). “Continuaremos durante o dia – e quanto tempo for necessário – para evacuar os milhares que continuam à espera”, afirmou a porta-voz do CICV, Ingy Sedky, à AFP.

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