Pedro Nuno Santos vê lucros na TAP para 2024-25 e que companhia “possa começar a devolver ao Estado”

Para o ministro, a comparação da operação na companhia aérea com a feita no Novo Banco não é a mais correta, especialmente porque “a TAP é do Estado”. Ao invés, o exemplo da Caixa Geral de Depósitos é mais adequado, sendo que a companhia terá de passar por um plano de reestruturação como o do banco público.

Cristina Bernardo

Pedro Nuno Santos aponta para 2024-25 o retorno da TAP aos lucros, depois da intervenção e reestruturação da empresa, afirmou esta sexta-feira o ministro na Edição da Noite da SIC Notícias.

Realçando a importância da companhia aérea na economia nacional, especialmente perante a esperada recuperação económica pós-pandemia, o ministro das Infraestruturas manifestou esperança em ver a empresa a regressar aos lucros já em 2025, um cenário bem diferente dos prejuízos “assustadores” recentemente conhecidos.

“Para 2024-25, a nossa expectativa é que a empresa possa até ter já algum lucro e possa começar a devolver ao Estado” o que este agora coloca na companhia, explicou Pedro Nuno Santos, que reconheceu ainda que uma parte considerável dos portugueses não reconhece na operação um investimento pertinente.

“Eu sei que muita gente entende que se está a desperdiçar dinheiro”, admitiu o ministro, questionando, no entanto, se “algum país na Europa deixou cair a sua companhia de bandeira”.

Afastando-se de comparações com o Novo Banco, especialmente porque “a TAP é do Estado, o que não acontece” com o antigo BES, Pedro Nuno Santos prefere desenhar um paralelo com a Caixa Geral de Depósitos, que “implementou um plano de reestruturação como a TAP está a fazer”.

Assim, a ideia passa “não [por] uma ‘TAPzinha’, mas uma TAP sustentável” que aproveite as vantagens competitivas que tem, nomeadamente como potencial elo de ligação entre África e o Brasil com a Europa, mas que “implica um redimensionamento” da companhia, rematou o ministro.

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