Portugueses usam poupanças para fazer face ao aumento de preços

Face a esta situação, 28% dos inquiridos revelam também que estão a evitar pedir novos empréstimos com receio da subida das taxas de juro. E apenas 10% confirma um reforço das suas poupanças para um potencial imprevisto.

Quase um terço dos portugueses admitem que já usaram ou vão ter de usar as suas poupanças, nomeadamente aqueles entre os 35 e 44 anos (33%) e os 45 e 55 anos (32%), para responder ao aumento generalizado dos preços, segundo o estudo “Observador Cetelem Consumo em tempos de inflação 2022”.

“Face a esta situação, 28% dos inquiridos revelam também que estão a evitar pedir novos empréstimos com receio da subida das taxas de juro. E apenas 10% confirma um reforço das suas poupanças para um potencial imprevisto, sendo os mais jovens, dos 18 aos 24 anos, (13%) e os residentes na região Centro (16%) os que estão mais dispostos a fazê-lo”, indica o comunicado.

Há também mais prudência na hora da compra, com 43% a optar por produtos mais baratos, 40% a procurar novas formas de poupança e 38% a equacionar reduzir a quantidade de compras.

Outras das estratégias mais adotadas dado o contexto passa por escolher produtos de marcas mais acessíveis (28%) e esperar pelos saldos e promoções para fazer as suas compras (28%). Apesar de um em cada três referir que vai procurar produtos de marcas mais acessíveis, oito em cada vez afirmam que não optará por produtos de menor qualidade.

Ademais, os consumidores esperam também um esforço por parte dos comerciantes: 42% aceitam uma potencial redução da oferta, com menor diversidade de marcas e 39% de produtos. Já as opções de beneficiarem de um serviço de pós-venda mais básico (10%), ter menos assistentes de vendas (9%) ou ter apenas caixas registadoras automáticas (5%), sacrificando o atendimento humano e personalizado, não aparentam serem medidas bem acolhidas pelos consumidores. Proteger empregos no país (86%) é, aliás, um dos critérios mais importantes para a escolha de uma marca – a par do respeito pelos Direitos Humanos.

“Face à subida dos preços de combustíveis e energia, 22% dos portugueses alteraram ou estão a pensar alterar o meio de transporte que utilizam. Assim, 90% dos que alteraram o meio de transporte passaram a usar os transportes públicos/coletivos e 16% vão optar por combinar viagens com familiares, amigos e colegas”, informa a nota.

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