Preços da habitação crescem 12,9% no primeiro trimestre de 2021

No primeiro trimestre de 2022, os preços das habitações existentes aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 13,6% e 10,9%, respetivamente. Por categoria, os preços dos alojamentos existentes aumentaram 4,4%, acima do observado nos alojamentos novos (1,8%).

Os preços das casas em Portugal registaram um crescimento de 7,1% em termos homólogos, mais 1,3 pontos percentuais (p.p.) do que o observado no trimestre anterior, segundo o Índice de Preços da Habitação (IPHab) divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, 23 de junho.

No primeiro trimestre de 2022, os preços das habitações existentes aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 13,6% e 10,9%, respetivamente. Por categoria, os preços dos alojamentos existentes aumentaram 4,4%, acima do observado nos alojamentos novos (1,8%).

O INE revela que, entre janeiro e março de 2022, transacionaram-se 43.544 habitações, o que representa uma taxa de variação homóloga de 25,8% (17,2% no trimestre anterior) e uma redução em cadeia de 5,1% (redução de 11,6% em igual período de 2021). No trimestre de referência, o valor das habitações transacionadas foi aproximadamente 8,1 mil milhões de euros, mais 44,4% face ao mesmo período de 2021.

As habitações adquiridas por compradores pertencentes ao ‘sector institucional das Famílias’ corresponderam a 37.840 unidades (86,9% do total), totalizando sete mil milhões de euros (86,1% do total). Neste período, 5,9% do número total de transações (2 556 habitações) envolveram compradores com um domicílio fiscal fora do Território Nacional, percentagem que sobe para os 10,4% se se considerar o valor transacionado.

A Área Metropolitana de Lisboa continua como a região com mais habitações transacionadas, um total de 13.464, correspondente a 30,9% do número total. Ainda assim, pelo segundo trimestre consecutivo, esta região registou uma redução (relativamente ao mesmo período do ano anterior), do respetivo peso relativo, menos 0,9%.

As regiões Norte e Centro, com respetivamente, 12.371 e 8.721 transações, registaram igualmente decréscimos nas respetivas quotas regionais, -0,9% e -0,2%, pela mesma ordem.

No Algarve, as transações de habitações totalizaram 4.129 unidades, ou seja, 9,5% do total. Esta foi a região que mais cresceu em termos de peso relativo regional, mais 1,5%. Os alojamentos transacionados no Alentejo ascenderam a 3.113, 1.024 na Região Autónoma da Madeira e a 722 na Região Autónoma dos Açores.

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