Primeira ministra britânica Liz Truss defende cortes de impostos

Liz Truss diz que foi preciso “tomar medidas urgentes para fazer a economia crescer” e “movimentar o Reino Unido”.

Toby Melville/Reuters

A primeira-ministra britânica, Liz Truss, defendeu esta quinta-feira as políticas fiscais anunciadas na semana passada que provocaram o caos nos mercados do Reino Unido, argumentando que o país foi colocado numa “trajetória melhor”.

“Entendo que as famílias estejam a lutar com as contas, mas tivemos de tomar medidas urgentes para fazer a economia crescer, movimentar o Reino Unido e também lidar com a inflação”, disse Liz Truss citada pela “CNBC”.

Segundo Liz Truss, a “ação decisiva” do governo britânico vai reduzir a inflação em até 5 pontos percentuais, assim como os impostos para pessoas e empresas. A líder britânica defende que o pacote fornecerá “apoio ao aumento das contas de energia e evitará uma desaceleração económica projetada”.

Para Liz Truss, o contexto atual do Reino Unido significa “tomar decisões controversas e difíceis”. “Mas estou preparada para fazer isso como primeira-ministra, porque o que é importante para mim é que a nossa economia se mova”, acrescentou.

Liz Truss culpou ainda a guerra do presidente Vladimir Putin na Ucrânia por acentuar a crise energética e colocar pressão económica sobre governos em todo o mundo.

As medidas divulgadas na sexta-feira passada incluíram o maior conjunto de cortes de impostos desde a década de 1970, projetado para totalizar 45 mil milhões de libras (50,42 mil milhões de euros). Isso desencadeou uma venda histórica de títulos do governo do Reino Unido e uma rápida queda no valor da libra em relação ao dólar, com a libra a atingir o nível mais baixo da história na segunda-feira.

Além disso, as expectativas de aumentos mais rápidos e mais altos das taxas pelo Banco da Inglaterra fizeram com que os credores hipotecários retirassem os produtos. Na quarta-feira, o banco central disse que suspenderia o início da venda de ouro na próxima semana e, em vez disso, iniciaria compras temporárias de títulos do governo do Reino Unido de longa data num esforço para acalmar o caos do mercado.

 

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