“Primeiro sinal de predomínio da Ómicron será a sua transmissibilidade”, diz especialista

Baltazar Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, indica que a Ómicron neste momento é mais tranmissível porque está a substituir a variante Delta, dado que tem vantanges sobre essa variante.

RODRIGO ANTUNES/LUSA

A variante da Ómicron irá brevemente tornar-se predominante em Portugal, substituíndo a variante Delta. “O primeiro sinal de predomínio da variante Ómicron será na sua maior transmissibilidade”, referiu Baltazar Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, em conferência de imprensa esta sexta-feira, 17 de dezembro.

O especialista indicou que neste momento deduzimos que a variante Ómicron “seja mais tranmissível porque está a substituir a variante Delta, ou seja tem vantagens de transmissão sobre a variante Delta”.

Baltazar Nunes explicou que existem duas razões pelas quais esta vantagem está a ser observada. “Uma maior transmissibilidade, mas também a questão da reeinfeção, ou seja indíviduos que têm anticorpos para a variante Delta e Alpha ou que foram vacinados não consigam responder à exposição da Ómicron”, afirmou.

A prevalência da variante Ómicron em Portugal pode chegar aos 50% no Natal e 80% no Ano Novo. A informação foi divulgada por Marta Temido.

“Sabemos que esta variante é mais transmissível que a variante Delta que é a variação predominante até à data. Com uma duplicação de casos de um a dois dias na África do Sul e de dois a três dias na Dinamarca e Reino Unido. Em Portugal estamos a estimar um tempo de duplicação de dois dias”, referiu a ministra da Saúde.

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