PS trava audição a ministro da Saúde sobre encerramento de maternidades

O requerimento do Bloco de Esquerda para ouvir ministro da Saúde sobre o encerramento de maternidades contou com o voto a favor de todos os partidos e apenas com o voto contra do PS.

O Partido Socialista (PS)) chumbou, esta quarta-feira, um requerimento do Bloco de Esquerda para uma audição ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, sobre o encerramento de maternidade.

O requerimento contou com o voto a favor de todos os partidos e apenas com o voto contra do PS, que como tem maioria absoluta chutou para canto o pedido.

Em reação ao chumbo do PS, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, escreveu no Twitter que “a prática era viabilizar a audição de ministros, mas mudou”. “O PS aceitou o pedido de António Costa e deixou de ter vergonha de ser maioria absoluta. Hoje foi na Saúde. Esta sessão legislativa, Marta Temido veio ao parlamento sobre as urgências de obstetrícia. Pizarro não virá”, sublinha a líder bloquista.

No requerimento o BE destacava que “a situação de falta de profissionais na área de obstetrícia e ginecologia não é nova e o Governo nada fez para melhorar a situação simplesmente porque não quis”. O partido também afirmou que “a falta de profissionais não se resolve com encerramentos”.

Nas últimas semanas tem sido noticiada a possibilidade de encerramento de maternidades e urgências de obstetrícia/ginecologia no Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com Diogo Ayres de Campos, coordenador da campanha de acompanhamento, vão encerrar maternidades como do Hospital de Famalicão, mas o problema não ficará por aqui e vai estender-se a outras maternidades.

“Todo o problema tem a ver com os recursos, se não houvesse dificuldades com os recursos, provavelmente não estávamos a pensar em sugerir, concentrar esses mesmos recursos”, referiu Diogo Ayres.

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