Rating: Costa “não ficaria surpreendido” se Fitch “concluísse o óbvio”

Em setembro passado, outra das principais agências de notação, a Standard & Poor’s, retirou Portugal do ‘lixo’. Hoje há nova avaliação, desta vez pela Fitch.

Cristina Bernardo

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje em Bruxelas que “não ficaria surpreendido” se a Fitch acompanhasse o que outras agências de notação têm feito e “concluísse o óbvio”, retirando Portugal do «lixo».

Em declarações à imprensa no final de um Conselho Europeu, o chefe de Governo começou por dizer que não iria “antecipar expectativas” quanto à revisão do ‘rating’ de Portugal que a Fitch deverá publicar hoje, mas comentou que “há um dado que é muito claro: a situação económica e financeira hoje não tem nada a ver com a situação de Portugal do ponto de vista económico e financeiro em 2011 ou em 2015”.

“Houve outras agências de rating que já anteciparam esse movimento, e sobretudo os mercados têm estado a antecipar claramente esse movimento. Ao longo do ano temos vindo a reduzir a nossa taxa de juro e tivemos a saída do Procedimento por Défice Excessivo. Não ficaria surpreendido que as agências de notação financeira concluíssem o óbvio: é que a situação hoje, estando tão diferente daquela em 2011, tem de ter uma notação distinta, claramente distinta, da que tinha em 2011”, declarou.

Em setembro passado, outra das principais agências de notação, a Standard & Poor’s, retirou Portugal do ‘lixo’, revendo em alta o ‘rating’ atribuído à dívida soberana portuguesa de ‘BB+’ para ‘BBB-‘, um primeiro nível de investimento.

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