Reciclar garrafas de plástico no supermercado pode dar-lhe um iPhone ou uma trotineta

A startup The Loop Co está envolvida num projeto tecnológico de recolha de embalagens nos supermercados que dá pontos a quem as depositar nas máquinas para o efeito. O consumidor acumulará pontos num talão e, mais tarde, poderá trocá-los por prémios.

IPhones, Macbooks, trotinetes elétricas, drones, artigos de puericultura (para bebé), subscrições da Netflix ou do Spotify, bilhetes na Ticketline, códigos para entregas na Glovo e vales para os cinemas da NOS. São estes os oito tipos de prémios que pode ganhar se depositar embalagens de plástico de que não precisa em 33 supermercados Continente, Pingo Doce, Auchan, Supercor e Intermarché, onde há máquinas automáticas para a recolha das garrafas, por exemplo.

A startup portuguesa The Loop Co é responsável a tecnologia por detrás da aplicação que permite aos portugueses reciclar embalagens de plástico e trocá-las por pontos que dão prémios ou fazer doações para instituições como a Ajuda de Berço e Associação Mais Proximidade Melhor Vida, a partir desta quarta-feira.

“A verdade é que a mentalidade dos consumidores portugueses em relação à circularidade das embalagens tem de mudar. A recompensa através destes prémios na nossa aplicação é um caminho para esse fim, antes que seja demasiado tarde”, disse o diretor tecnológico da empresa, João Rodrigues.

A plataforma da startup de Coimbra está a ser implementada em parceria com os projetos da APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e da PROBEB – Associação Portuguesa das Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas.

A autarquia de Cascais também lançou recentemente uma iniciativa desse género: se reciclar recebe prémios (mais precisamente, pontos), no âmbito de um projeto-piloto, desenvolvido pela Cascais Ambiente em parceria com a Nova School of Business and Economics (SBE), que visa preparar terreno para a introdução do Sistema de Depósito e Retorno (SDR) do município.

É com um milhão de embalagens recolhidas que se comemora o primeiro aniversário do projeto O iREC – Inovar a Reciclagem, criado como SDR em 2021 para dar pontos aos munícipes que separem corretamente as embalagens de bebidas de vidro, plástico PET (polietileno tereftalato) e metal, atingiu ontem um milhão de embalagens recolhidas.

“Testamos soluções que nos permitem avançar para o terreno com maior conhecimento, assim que a legislação for aprovada. Sabemos hoje que é fundamental o envolvimento de todos os stakeholders para que o sistema possa funcionar. Uma boa articulação entre o serviço de recolha e os retalhistas é fundamental”, garantiu o presidente do conselho de administração da Cascais Ambiente, Luís Almeida Capão.

A associação SDR Portugal, onde está a Coca-Cola, Central de Cervejas, Sumol+Compal, Super Bock Group, Unilever, Auchan, Intermarché, Lidl, Pingo Doce e Sonae MC, também vai investir, cerca de 100 milhões de euros, nestes sistemas e vai candidatar-se à licença ou concessão de gestão da SDR.

O SDR remonta à lei n.º 69/2018, de 26 de dezembro, que foi aprovada na Assembleia da República há pouco mais de três anos com os votos favoráveis do PS, PSD, Bloco de Esquerda, CDS-PP, PAN. A implementação de um SDR teve luz verde com maioria parlamentar e deveria começar a vislumbrar-se a partir do início de 2022, mas há especialistas da associação ambientalista Zero que acreditam que o sistema só deverá estar operacional no próximo ano.

Recomendadas

Saiba como adquirir hábitos alimentares saudáveis sem pesar muito na carteira

Se comprar fruta e legumes da época aproveitará todo o sabor destes alimentos e a melhor relação entre qualidade e preço e poupará na sua carteira.

Ciberataques contra organizações turísticas aumentaram 60%. Conheça 10 dicas para se proteger

Aumentou 60% o número médio global de ataques contra organizações do setor turístico e lazer no mês de junho, em comparação com o período homólogo, de acordo com o último Threat Intelligence Report da Check Point Research.

Saiba quais as regras a cumprir quando tem animais domésticos em casa

Só uma vistoria conjunta do delegado de saúde e do médico veterinário municipal poderá levar a câmara municipal a notificar o dono dos animais para que os retirasse para um canil ou gatil da autarquia.
Comentários