Respostas Rápidas: Porque Portugal está a reembolsar o FMI tão rapidamente?

O ministério das Finanças tem estado a antecipar o pagamento do empréstimo de 26,3 mil milhões de euros contraído junto do FMI, no quadro do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), em 2011 e que durou até 30 de junho de 2014.

Porque é que o Governo tem antecipado os pagamentos ao FMI?

O Governo tem procurado antecipar o pagamento do empréstimo contraído junto do FMI, porque o seu custo é mais elevado do que aquele que a República Portuguesa paga, atualmente, no mercado. O custo anual do empréstimo do FMI é superior a 4,2%, mais do dobro dos juros a que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) consegue financiamento.

Em novembro, o Tesouro concretizou uma emissão de obrigações a 10 anos, captando 1,25 mil milhões de euros, a uma taxa de 1,939%, a mais baixa de sempre. O custo médio implícito em 2017 de toda a emissão de nova dívida desceu para 2,6%.

Quanto é que já foi reembolsado?

Com o anúncio de que foram reembolsados mais 1.001 milhões de euros, o ministério das Finanças informa que já ficou pago cerca de 80% do empréstimo (cerca de 21 mil milhões de euros).

Segundo o boletim mensal do IGCP de novembro, a dívida de Portugal ao FMI era de 9.004 milhões de euros, a 31 de outubro. Com o reembolso feito, passa para 8.003 milhões de euros. Só este ano, o Tesouro português reembolsou o FMI em 10.013 milhões de euros. No ano passado tinham sido 4.500 milhões de euros.

Estão previstos mais reembolsos?

No próximo ano, o Estado prevê reembolsar mais 800 milhões de euros e outros 1,8 mil milhões de euros em 2021.

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O anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, esta terça-feira aos ministros das Finanças da União Europeia, em Bruxelas.
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