Rússia já está a estudar como fechar a torneira do gás natural a países considerados hostis pelo Kremlin (com áudio)

Vladimir Putin já deu garantias à Alemanha, o maior consumidor de gás natural russo, que os parceiros europeus não estão englobados neste plano.

Reuters

A Rússia já está a estudar como fechar a torneira do gás natural a países considerados hostis pelo Kremlin, revela hoje a “Reuters” citando o jornal diário russo “Kommersant”.

“A Gazprom está a trabalhar numa opção de parar completamente com o fornecimento de gás a países hostis e está a avaliar as consequências destas medidas”, escreveu o jornal.

As medidas estão a ser estudadas pela Gazprom, a gigante estatal energética, e surgem depois de o presidente Vladimir Putin ter dito que o país vai começar a exigir a países “hostis” o pagamento de gás em rublos. Putin ordenou o banco central russo e a Gazprom a terem o esquema de pagamentos pronto a 31 de março, uma medida que visa responder à onda de sanções ocidentais contra a Rússia depois de ter lançado uma “operação militar especial” no país vizinho, terminologia russa para invasão da Ucrânia.

A Rússia e a Gazprom são responsáveis por fornecer 40% do gás consumido na União Europeia. Os países europeus já anunciaram a sua recusa em pagar o gás russo em rublos.

A Alemanha é o maior cliente de gás da Rússia e já anunciou que vai continuar a pagar em euros ou dólares. Vladimir Putin já transmitiu ao Governo alemão que nada iria mudar para os parceiros europeus, apesar deste plano.

O jornal russo e a “Reuters” pediram uma reação à Gazprom, mas sem sucesso.

O Kremlin anunciou na quarta-feira que os clientes não vão ser obrigados a mudar para rublos esta semana, pois o processo de transição ainda vai demorar algum tempo.

Recomendadas

Julius Baer torna unidade de mercados independente

A Julius Baer Group, que em Espanha tem portugueses na equipa de gestão, está a criar uma divisão de mercados autónoma e para dirigir essa unidade escolheu Luigi Vignola.

CEO deixa empresa de 65 mil milhões para ir para a “praia e não fazer nada”

Formica, que está no Reino Unido há quase três décadas, disse em entrevista que a sua saída se deve a “motivos pessoais”, incluindo o desejo de estar mais perto dos pais já idosos. Planeia voltar para a Austrália, o seu país natal.

ANJE com concessionária Norscut e Egis escolhem quatro propostas para melhorar autoestrada A24

O valor do prémio em concurso era de 30 mil euros, sendo atribuídos dois prémios por categoria – o valor do 1.º prémio era de 10 mil euros e do 2.º prémio de 5 mil euros.
Comentários