Sabe como são as despesas de saúde nos vários países do mundo?

Sete de Abril. Em todo o mundo, hoje, celebra-se o dia mundial da saúde e o Jornal Económico analisou um relatório da OCDE sobre as despesas de saúde em vários países. Há fatores que andam de mão em mão, como é o caso da relação entre o ordenado nacional médio e o gasto da população […]

Sete de Abril. Em todo o mundo, hoje, celebra-se o dia mundial da saúde e o Jornal Económico analisou um relatório da OCDE sobre as despesas de saúde em vários países. Há fatores que andam de mão em mão, como é o caso da relação entre o ordenado nacional médio e o gasto da população desse país em saúde.

Também, através da quantidade de dinheiro despendido em saúde por um país, e a velocidade a que esses gastos crescem, podem estudar-se vários fatores sociais, económicos, financeiros e organizacionais, dentro do sistema de saúde de um país. Por esse mesmo motivo, não há surpresas que países como o Luxemburgo, Suíça e a Noruega são os países que mais gastam em saúde, como mostram dados de 2015 (ver figura).

Fonte: OCDE

O Luxemburgo ganha a medalha de ouro de país que mais gasta em saúde na União Europeia, uma média de 6 mil euros por pessoa por ano. Seguiu-se a Alemanha (4 mil euros), a Holanda (3,983 mil), a Suécia (3,937 mil euros) e a Irlanda (3,922 mil euros).
Há, no entanto, e como seria de esperar, grandes diferenças dentro da Europa. No fim da tabela encontram-se os países do Leste. A Letónia gastou 1,030 mil euros e a Roménia desembolsou apenas 816 euros em despesas de saúde por pessoa.

Fora da União Europeia (UE) está, sem surpresas, a Suíça (5,354 mil euros) e a Noruega (4,681 mil euros). A Turquia e Montenegro juntam-se à lista ao lado da Roménia e da Albânia.

A repartição da despesa per capita em saúde no sector público (incluindo o seguro obrigatório) e o setor privadas podem também ser vistos na figura. Em geral, mais de três quartos dos gastos de saúde são no setor público. De todos os Estados-Membros da UE, apenas a população do Chipre gasta mais em privados – mais de 50% do total. Em contrapartida, a Alemanha, o Luxemburgo, a Suécia e a Dinamarca gastam cerca de 15%.

Depois da crise económica de 2008, os gastos na saúde diminuíram bastante na União Europeia. A partir desse ano, houve apenas um crescimento de 0,7% por ano, comparando com um aumento anual de 3,1% entre 2005 e 2005.
A Grécia foi o país que experienciou uma maior recessão nas despesas com a saúde. Portugal, Croácia, Chipre e Itália sofreram o mesmo recuo, principalmente entre 2010 e 2013.

Financiamento: Estado ou seguro?

Em todos os países europeus, os cuidados de saúde são financiados através de uma combinação de medidas. Em alguns países, os gastos em saúde são geralmente financiados pelo governo. Nos outros, são apenas os seguros de saúde (privados) que financiam os gastos.
Em todos os Estados-Membro da EU (menos no Chipre), os governos combinam os seguros de saúde com os os principais mecanismos de financiamento dos cuidados de saúde a que o governo tem acesso (como os impostos).
Os governos da Dinamarca, Suécia e do Reino Unido financiaram mais de 80% dos gastos em saúde dos seus cidadãos. Na Alemanha, Eslováquia, Holanda, Luxemburgo, França, Croácia e na República Checa, esse número fica nos 70%. Apenas o governo do Chipre cai abaixo dos 50%.

Depois desta combinação entre o governo e os seguros, a maior fonte de fundos para financiar os gastos na saúde é do próprio bolso das pessoas.

Os particulares financiaram directamente 15% de todos os gastos de saúde na EU, desde 2014. Uma média bem abaixo do Chipre (50%), Bulgaria (46%), Letónia (39%), Grécia (35%) e Lituânia (31%). Os países em que as pessoas gastam menos do próprio bolso na saúde são a França (7%), o Luxemburgo (11%), a Holanda (12%) e a Alemanha (13%).

 

Fonte: ODCE

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