São Tomé e Príncipe. MLSTP repudia reivindicação de maioria absoluta da ADI

O MLSTP/PSD, no poder em São Tomé e Príncipe, rejeitou hoje qualquer “declaração de vitória com maioria absoluta” nas legislativas de domingo, como a que fez a ADI (oposição), e pediu à população que aguarde serenamente os resultados oficiais. “Refutar qualquer tipo de manifestação ou declaração de vitória com maioria absoluta, na medida em que […]

O MLSTP/PSD, no poder em São Tomé e Príncipe, rejeitou hoje qualquer “declaração de vitória com maioria absoluta” nas legislativas de domingo, como a que fez a ADI (oposição), e pediu à população que aguarde serenamente os resultados oficiais.

“Refutar qualquer tipo de manifestação ou declaração de vitória com maioria absoluta, na medida em que ainda não dispomos de todos os dados oficiais ou de quaisquer dados oficiais da Comissão Eleitoral Nacional [CEN]”, declarou Gabdulo Quaresma, vice-presidente e diretor de campanha do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), numa declaração sem direito a perguntas na sede do partido, no Riboque, São Tomé.

Os dados apurados pelo partido, acrescentou, “apontam para um resultado de 22 a 24 deputados para o MLSTP, cerca de seis para o movimento de Caué [Movimento de Cidadãos Independentes/Partido de Unidade Nacional] e cerca de dois a três para o Basta”.

A Assembleia Nacional é composta por 55 deputados, correspondendo a maioria absoluta a 28 mandatos.

O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe Patrice Trovoada (Ação Democrática Independente, oposição) reivindicou hoje vitória, com 30 deputados, nas eleições legislativas e anunciou que irá chefiar o próximo Governo.

“Reivindicamos a vitória nas eleições legislativas, com maioria absoluta, totalizando 30 mandatos, 30 deputados, com 54,55% dos votos”, disse, numa declaração perante algumas dezenas de apoiantes, na sede do partido na capital são-tomense.

Patrice Trovoada fez a declaração num momento em que a CEN são-tomense ainda não divulgou resultados preliminares das eleições legislativas, autárquicas e regional deste domingo.

“Conforme prometido, com uma maioria absoluta, eu assumirei as funções e as responsabilidades de primeiro-ministro e de chefia do próximo Governo”, afirmou, recebendo fortes aplausos dos militantes.

“Qualquer tipo de declaração ou manifestação de maioria absoluta é muito prematura”, sublinhou, por seu lado, Gabdulo Quaresma.

O responsável do MLSTP pediu ao povo são-tomense que “aguarde serenamente os resultados oficiais” da CEN são-tomense.

Até ao momento, a CEN não tem previsão de quando irá divulgar os resultados oficiais das eleições legislativas, autárquicas e regional do Príncipe.

“De forma a que tenhamos, como temos assistido até agora, uma eleição pacífica e com resultados bastante fidedignos. As eleições em São Tomé e Príncipe têm decorrido num clima de festa, é uma festa para o povo”, disse.

O dirigente do MLSTP recordou que, no passado, o país “já assistiu a este tipo de afirmações”, aludindo à primeira declaração da ADI após as eleições legislativas de 2018, quando o partido anunciou ter vencido sem maioria simples e admitiu chegar à maioria absoluta com o apoio do movimento de Caué.

Este cenário não veio a confirmar-se, já que MLSTP/PSD fez uma coligação pós-eleitoral com o bloco PCD/UDD/MDFM (‘nova maioria’), alcançando os 28 lugares necessários para a maioria absoluta, que viria a suportar o Governo de Jorge Bom Jesus.

No dia após as legislativas de 2018, um protesto de apoiantes e dirigentes da ‘nova maioria’ degenerou em cenas de violência, com os manifestantes a destruírem o carro da juíza que presidia à assembleia distrital de apuramento dos votos e com a intervenção da polícia de choque.

“Estas afirmações não fazem bem à sociedade de São Tomé porque podem vir a gerar um clima que possa vir a ser desagradável”, advertiu Quaresma.

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