Severodonetsk é alvo de “batalhas ferozes”, dizem autoridades ucranianas

“Agora as batalhas mais ferozes estão a ocorrer perto de Severodonetsk. Eles [os russos] não controlam totalmente a cidade”, disse o governador da região leste de Lugansk, Sergey Gaidai, na rede social Telegram, frisando que “a luta está a ser muito difícil nas aldeias vizinhas”.

As autoridades ucranianas relataram, este sábado, que estão a decorrer “batalhas ferozes” perto de Severodonetsk, cidade estratégica do leste da Ucrânia e cenário de combates há várias semanas.

“Agora as batalhas mais ferozes estão a ocorrer perto de Severodonetsk. Eles [os russos] não controlam totalmente a cidade”, disse o governador da região leste de Lugansk, Sergey Gaidai, na rede social Telegram, frisando que “a luta está a ser muito difícil nas aldeias vizinhas”.

O governador referiu que as tropas ucranianas estão “a lutar contra os russos em todas as direções”, tendo recentemente abatido um avião e feito vários prisioneiros.

Sergey Gaidai disse também que Lyssychansk, uma cidade controlada pela Ucrânia e separada de Severodonetsk por um rio, está a ser “fortemente bombardeada” e que a situação é “muito perigosa”.

O governador deu igualmente conta de uma “vasta destruição” na fábrica de produtos químicos Azot em Severodonetsk, onde centenas de civis estão refugiados.

Na sexta-feira, o governador da região disse que estão no interior da fábrica 568 pessoas, 38 das quais crianças, e que apenas um “cessar-fogo completo” permitiria que fossem retiradas.

A ONU indicou na sexta-feira que o acesso a água potável, alimentos, saneamento e eletricidade está a diminuir em Severodonetsk, descrevendo “como extremamente alarmante” a situação humanitária no leste da Ucrânia.

Entretanto, o exército russo avançou hoje que 310 combatentes ucranianos morreram durante os bombardeamentos das últimas horas, que provocaram também a destruição de uma dúzia de tanques e três veículos de combate.

Segundo o balanço, recolhido pela agência russa TASS, os ataques também atingiram 180 depósitos de material militar, 16 postos de comando, 32 postos de tiro de artilharia e unidades de morteiro das Forças Armadas da Ucrânia.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 15 milhões de pessoas de suas casas — mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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