Sindicatos culpam Montepio por impasse nas negociações salariais

A “responsabilidade deste impasse” na negociação salarial “é inteiramente do Montepio Geral”, afirmam o SNQTB e o SIB, que propuseram uma atualização salarial, das pensões e cláusulas de expressão pecuniária de 1,3% para 2021 e 5,5% para 2022.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) alertam que as negociações salariais para 2021 e 2022 com o Montepio continuam por concluir, culpando a entidade pelo impasse.

“Não obstante as reiteradas diligências do SNQTB e SIB, o processo de negociação quanto à revisão para 2021 e 2022 do ACT da Caixa Económica do Montepio Geral, Montepio Crédito e Montepio Valor, continua por concluir”, referem os sindicatos num comunicado divulgado esta terça-feira, afirmando que a “responsabilidade deste impasse é inteiramente do Montepio Geral”.

Os sindicatos propuseram uma atualização salarial, das pensões e cláusulas de expressão pecuniária de 1,3% para 2021 e 5,5% para 2022, considerando as propostas “claras, justas e fundamentadas”.

“Em junho de 2022 o Montepio Geral comprometeu-se a apresentar uma proposta de atualização salarial global e fundamentada para os anos de 2021 e 2022. O que não sucedeu até à presente data. Por carta de 13 de setembro estes sindicatos voltaram a interpelar o Montepio Geral”, referem as duas entidades, salientando que a “não apresentação de propostas negociais, formais e fundamentadas, é uma violação do regime legal da negociação coletiva. Tal como a ausência de negociação”.

Considerando que “nada justifica que o Montepio Geral não apresente as propostas com que se comprometeu”, o SNQTB e o SIB afirmam que “os resultados positivos que o Montepio Geral tem anunciado impõem que, com urgência, seja realizada a atualização salarial e das pensões, o que é reforçado pela exponencial subida do custo
de vida que se regista atualmente”.

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“Perante esta situação lamentável e infelizmente recorrente, o STEC vai, obviamente, solicitar o início de negociações a partir de 13 de outubro, procurando, como sempre, pela via do diálogo, encontrar respostas para a situação aflitiva que muitos trabalhadores e reformados da CGD já estão a viver”, indica o sindicato. 
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