Sporting: Bruno de Carvalho pode não ter alternativa à demissão

Na reunião dos órgãos sociais de segunda-feira, Bruno de Carvalho tentou justificar a situação do clube e convencer os órgãos sociais demissionários de que tem condições para continuar. Segundo o “Correio da Manhã”, não conseguiu.

António Cotrim/Lusa

Após a demissão de Jaime Marta Soares da presidência da mesa da assembleia geral do Sporting Clube Portugal, o atual presidente do conselho diretivo do clube de Alvalade, Bruno de Carvalho, pode não ter outra alternativa que não a demissão até quinta-feira, 24 de maio, noticia o “Correio da Manhã” esta quarta-feira confirmando a notícia do “Jornal Económico” publicada na Edição da Manhã desta quarta-feira, 23 de maio. Caso não apresente demissão será alvo de um processo disciplinar.

Na reunião dos órgãos sociais de segunda-feira, Bruno de Carvalho tentou justificar a situação do clube e convencer os órgãos sociais demissionários de que tem condições para continuar. Tal como o “Jornal Económico” avançou, na primeira metade da reunião de quatro horas, Bruno de Carvalho tentou que os órgãos sociais “revertessem a decisão” da semana passada de avançar para a demissão em bloco da Mesa da Assembleia-Geral e da maioria dos membros do Conselho Fiscal.

Quando confrontado com a impossibilidade, foi dado, então, um compasso de espera de 72 horas até a próxima quinta-feira, 24 de maio, tendo sido colocadas duas hipóteses ao presidente do Sporting: demitir-se ou ser afastado compulsivamente. Ou seja, um ultimato.

Segundo a mesma fonte, foi explicado a Bruno de Carvalho que caso se demita, o actual presidente do clube “poderá concorrer pelo próprio pé às próximas eleições”. Foi assegurado ao líder do clube de Alvalade que se tomasse esta decisão “no mesmo momento será feita uma convocatória para marcar eleições”, ficando Bruno de Carvalho em funções até à tomada de posse dos novos membros. Ou seja, à frente do Sporting, por mais um mês, mas, frisa, “mais fiscalizado”.

Já se Bruno de Carvalho continuar a rejeitar a demissão, prossegue a mesma fonte, a alternativa é o afastamento compulsivo, que levará à marcação de uma assembleia geral para a sua destituição com justa causa.

Caso este último cenário se concretize, o Jornal Económico sabe que a preocupação de vários sócios passa pelos “perigos” da próxima assembleia geral, nomeadamente as questões de segurança dado que reunirá milhares de sócios, numa altura em que o clube vive uma das maiores crises de sempre.

 

 

 

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