Tecnológica Glintt nomeia novo CEO e vê lucros aumentarem para 1.604 mil euros em 2021

Luís Cocco é o sucessor de Nuno Vasco Lopes. A empresa portuguesa teve um volume de negócios consolidado que ultrapassou os 100 milhões de euros pela primeira vez desde 2010, no ano passado.

A Glintt – Global Intelligent Technologies teve um resultado líquido positivo de para 1.604 mil euros no ano passado, o que representa um aumento de 27,1% comparativamente a 2022 devido à melhoria na margem operacional, revelou a tecnológica esta sexta-feira, no relatório publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ainda assim, o maior destaque vai para o volume de negócios consolidado, que ultrapassou os 100 milhões de euros pela primeira vez desde 2010, fechando o ano transato nos 102,6 milhões de euros, depois de ter crescido 11,9% em termos homólogos.

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 14,6 milhões de euros, mais 1,8 milhões de euros (ou 13,9%) do que no primeiro ano da pandemia, o que a empresa da Quinta da Beloura justifica com a subida na faturação e a melhoria na margem bruta.

“Traduz o forte empenho da Glintt na obtenção de uma melhoria crescente das margens obtidas através de melhoria da eficiência operacional e de uma melhor adequação da oferta comercial aos clientes”, explica a multinacional especializada em tecnologia para a saúde, no relatório financeiro enviado à CMVM.

A Glintt apresentou ainda o nome do novo CEO: Luís Cocco. O sucessor de Nuno Vasco Lopes é licenciado em Administração e Gestão de Empresas, mestre em Business Administracion pela Harvard Business School e iniciou a carreira como consultor na McKinsey&Company, seguindo-se o Banco Santander de Negócios e a antiga Portugal Telecom. Na Glintt, está desde 2010 e exercia o cargo de diretor financeiro até ser promovido.

O novo CEO da Glintt garante que a empresa tem uma tesouraria e um baixo nível de endividamento que lhe permite continuar a investir este ano, apesar do contexto de incerteza que se vive com a inflação e aumento de preços devido à guerra na Ucrânia. A previsão é de que o volume de negócios e o EBITDA cresçam entre os 5% e os 7,5% e os lucros aumentem a uma percentagem até superior. Já o rácio de autonomia financeira está agora nos 40,4%.

“A instabilidade dos mercados financeiros e a perspetiva do aumento das taxas de juro estão a marcar o início deste ano. Estamos atentos ao desenrolar da situação económica atual e continuaremos a monitorizar os desenvolvimentos e possíveis impactos que possam surgir, nomeadamente ao nível do aumento de custos e de problemas na cadeia de abastecimento”, reconhece Luís Cocco. “No entanto, e com a informação disponível à data, não se perspetivam, neste momento, impactos diretos relevantes na atividade da Glintt apesar de ser expectável um impacto indireto por via da diminuição do crescimento económico”, garante.

Tecnológica Glintt faz mudanças na administração. Nuno Vasco Lopes deixa de ser CEO no fim do ano

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