Urgente Ser Or Not To Be…

Toda e qualquer dita profissão no nosso mundo civilizado, devidamente legalizado, necessita de uma boa formação para que possa verdadeiramente singrar com todo o seu esplendor e respeito pelos seus pares. Então, qual o problema de assumir definitivamente a profissão dos artistas com a dignidade que merecem. Porquê continuar a discutir o sim e o não da profissionalização dos professores e artistas das artes? Porquê!?

O que é o teatro e para que é que ele serve? É verdade que ele serve para brincar, ou melhor, jogar. Quem não se lembra na sua infância de constantemente brincar ao teatro, imitando tudo o que observava? É no jogo que a capacidade de criar se desenvolve redimensionando a capacidade de abstração a qual todos nós necessitamos para que o nosso mundo evolua e transforme sonhos em realidades. E é neste sonho de “… que se fazem os atores…” que o palco, num sentido de trabalho, abre o espaço para meditar, refletir sobre a nossa existência em todos os seus sentidos.

Esta coisa de “ser” ator tem muito que se lhe diga. Isto de dizer que se é ator, dá muito em que pensar pois bem sabemos, pelo menos os que o são, que o “ser” ator nada tem a ver com o “fazer” teatro. É um aspeto onde não pode haver qualquer dúvida.

A existência de um indivíduo profissional ou com atitude idêntica na área da interpretação, como em qualquer outra área, necessita além do “gosto” e da “paixão”, de um trabalho de formação árduo – onde o corpo, a voz, a mente e o espírito (prefiro a alma) sejam detentores de uma sã “consciência”. Caso contrário, é um mero exercício de ação e o virtuosismo da extraordinária presença do ator no palco comunicando com o seu público, fica envolto numa mortalha.

Toda e qualquer dita profissão no nosso mundo civilizado, devidamente legalizado, necessita de uma boa formação para que possa verdadeiramente singrar com todo o seu esplendor e respeito pelos seus pares. Então, qual o problema de assumir definitivamente a profissão dos artistas com a dignidade que merecem. Porquê continuar a discutir o sim e o não da profissionalização dos professores e artistas das artes? Porquê!?

Neste nosso “…Portugal pequenino…” o teatro, quer seja no palco ou na escola, continua sem ser considerado, legalmente, uma profissão, apenas uma atividade, apesar de muitos profissionais com conhecimento, experiência e formação nesta arte fazerem dele o seu ganha-pão, como em tantas outras áreas do trabalho, num mundo civilizado.

Será que vamos querer dizer que no antes é que estava certo? A verdade é que nos antes os artistas eram considerados profissionais do espetáculo e detinham a sua carteira profissional, obtida através da sua formação e também da sua experiência de palco. Regredimos? Porque é que esta nossa profissão não é respeitada e assumida como outra qualquer profissão? Qual a dúvida em legalizar esta profissão? Por vezes ponho-me a pensar o que seria do nosso pequeno globo sem a ousadia dos nossos artistas…

Para brincadeira já basta! É urgente criar os requisitos e as disposições para a clarificação desta nossa arte e começarmos a exigir o que de direito merecem todos os artistas neste país.

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