Vista Alegre passa de prejuízos a lucros de 1,6 milhões de euros em 2021

A empresa liderada por Nuno Marques argumenta que a subida na faturação, para 117 milhões de euros, se deveu sobretudo aos segmentos de porcelana (receitas 42,5 milhões de euros) e de faiança da Bordallo Pinheiro (receitas de 12,4 milhões de euros).

O grupo Vista Alegre regressou aos lucros no ano passado, ao reportar esta quarta-feira um resultado líquido consolidado acumulado de 1,6 milhões de euros positivos, depois de ter um prejuízo de 2,1 milhões de euros em 2020 por causa da pandemia.

O volume de negócios foi de 117 milhões de euros, o que corresponde a uma subida homóloga de 6% (ou 7 milhões de euros), tal como confirma o relatório financeiro enviado esta tarde à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), dois meses após a empresa divulgar publicamente a faturação.

A empresa de cristais e porcelanas liderada por Nuno Marques argumenta que a subida na faturação global em 2021 se deveu sobretudo aos segmentos de porcelana (receitas 42,5 milhões de euros) e de faiança da Bordallo Pinheiro (receitas de 12,4 milhões de euros), que tiveram um acréscimo de 43% e 53%, respetivamente.

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fixou-se nos 22,7 milhões de euros, o que representou um aumento de 41,7% em relação ao período homólogo. Já a dívida líquida consolidada baixou em 7,3 milhões de euros em 2021, comparativamente ao primeiro ano da pandemia, para 81 milhões de euros.

“No exercício os investimentos realizados cifram-se em cerca de 7,3 milhões de euros, na nomeadamente na aquisição de equipamentos no segmento da porcelana, cristal e vidro e forno, que potenciam uma maior eficiência operacional e a redução de custos, reforçando o posicionamento da Vista Alegre como detentora das fábricas tecnologicamente mais avançadas do mundo nos segmentos de mercado de cerâmica, cristal e vidro”, adianta ainda a Vista Alegre.

O mercado externo representa hoje 75,1% do volume de negócios da Vista Alegre, com 87,8 milhões de euros de vendas, sendo Espanha, Estados Unidos e Brasil os mais proeminentes, tendo crescido 69% face a 2020 e 50% face aos níveis pré-pandemia. Por cá, a fábrica da Ria Stone, que se localiza em Ílhavo e produz para o Ikea, cresceu 14%.

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