‘Yields’ da zona euro disparam com corte no ritmo de compras pelo BCE

Mario Draghi desilude investidores com corte de um quarto para 60 mil milhões de euros

As ‘yields’ das Obrigações soberanas da zona euro disparam após o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado que vai prolongar o programa de compras até dezembro de 2o17, mas a um ritmo mensal reduzido para 60 mil milhões de euros a partir de abril.

A taxa da dívida soberana portuguesa a 10 anos agrava 7 pontos base para 3,53%, a equivalente espanhola sobe 8 pontos para 1,50%, enquanto a do Bund alemão, principal referência do mercado europeu, avança 9 pontos base para 0,42%, tendo tocado em máximos de janeiro deste ano.

No entanto, a taxa da dívida italiana é a que mais sobe, agravando 10 pontos base para 1,98%, numa altura em que o país vive incerteza política após a vitória do ‘Não’ no referendo constitucional de domingo e que levou à demissão do primeiro-ministro Matteo Renzi.

A grande maioria dos analistas consultados pela Bloomberg previa que o BCE prolongasse o programa, mas até setembro e ao ritmo actual de 80 mil milhões de euros.

A reação do mercado espelha os eventos vistos há um ano atrás, quando, após semanas de cimentar expectativas sobre cortes de taxas e um impulso na compra de obrigações, a dimensão das medidas do BCE desapontou os investidores e desencadeou uma subida nas ‘yields’ das obrigações.

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