AHRESP elogia União Europeia por recomendar que quem tem certificado digital não seja sujeito a teste ou quarentena

“Chegou o momento de o Estado português acelerar o reconhecimento dos comprovativos vacinais de fora do espaço da UE, tais como o Brasil e os Estados Unidos, desde que os cidadãos destes países façam prova que foram imunizado”, apela ainda a associação.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) enalteceu esta sexta-feira a recomendação do Conselho Europeu de livre circulação para cidadãos com certificado digital da União Europeia (UE),  vacinados ou recuperados. Independentemente da situação epidemiológica do país de origem, Bruxelas não quer restrições adicionais, como testes ou quarentenas.

A AHRESP espera que esta recomendação, que deverá ter efeitos a partir do dia 1 de fevereiro, seja implementada “rapidamente” pelos 27 Estados-membros, nomeadamente Portugal, onde continua a ser exigido a vacinados e não-vacinados teste laboratorial negativo, até 9 de fevereiro, para poder entrar em território nacional.

“Chegou o momento de o Estado português acelerar o reconhecimento dos comprovativos vacinais de fora do espaço da UE, tais como o Brasil e os Estados Unidos, desde que os cidadãos destes países façam prova que foram imunizados com as vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos”, afirma a associação que representa o sector da restauração e hotelaria, no boletim diário.

A nova recomendação europeia, acordada no início da semana no Conselho de Assuntos Gerais, substituirá as regras existentes a partir do início do próximo mês, quando começam também a estar operacional um novo período de aceitação de 270 dias para os certificados de vacinação. “Com a estabilização da situação pandémica e uma das coberturas vacinais mais elevadas do globo, o nosso país poderá estar na dianteira da retoma da atividade turística ao adotar medidas de flexibilização das regras Covid nas próximas semanas”, refere a AHRESP.

Em vésperas de eleições, a associação apresentou recentemente 20 medidas para tentar relançar a economia num contexto em que ainda paira incerteza sobre a evolução da pandemia e as empresas de deparam com subidas de custos energéticos e das matérias-primas: a implementação de mecanismos/plataformas de apoio à contratação de recursos humanos (nomeadamente o recrutamento “organizado” de imigrantes), um incentivo à procura ativa de emprego através da concessão ao desempregado de um “prémio de inserção no mercado de trabalho”, um plano de formação de curta duração para quem não tem qualificações suficientes para entrar no mercado de trabalho e faz falta, por exemplo, em hotéis, e investimento em campanhas de valorização e dignificação das profissões do turismo.

A “AHRESP considera absolutamente essencial que o próximo Governo promova um alinhamento estratégico com vista à recuperação e desenvolvimento do nosso tecido empresarial, decisivo para a retoma da economia nacional”, concluiu, lançando um apelo para a próxima legislatura.

Relacionadas

Covid-19: UE quer que pessoas com certificados não sejam alvo de testes ou quarentenas

Os Estados-membros da União Europeia (UE) acordaram hoje que pessoas com o Certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, não devem ser alvo de “restrições adicionais à livre circulação”, como testes ou quarentenas, para facilitar viagens.

UE quer que seja possível viajar apenas com certificado digital defendendo fim dos testes e quarentenas

Caso o novo modelo de gestão da pandemia seja aprovado, a imposição de medidas como a disponibilização de testes negativos ou quarentenas já não dependerá da origem geográfica do viajante, mas sim do estado do seu certificado Covid-19. As pessoas que forem vacinadas, que superem a doença ou apresentem um teste negativo poderão movimentar-se livremente no bloco.
Recomendadas

CEO portugueses preveem parcerias estratégicas para empresas crescerem, revela KPMG

No que toca a medidas para o futuro, a estratégia preferida dos CEOs portugueses (36%) para atingir os objetivos de crescimento das suas empresas é a criação de alianças com parceiros estratégicos, por oposição a 26% dos CEOs internacionais. As Fusões e Aquisições (F&A) seguem em segundo lugar destas medidas, com votos de 28% dos CEOs portugueses e de 11% dos CEOs internacionais.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcaram o dia informativo desta segunda-feira.

Luís Laginha de Sousa quer reafirmar caminho que tem sido feito pela CMVM

As linhas de atuação da nova administração do regulador de mercados, cuja cerimónia de tomada de posse decorreu esta segunda-feira no Ministério das Finanças, não significam “qualquer rutura com o caminho que a CMVM tem vindo a seguir”, garante Luís Laginha de Sousa.
Comentários