Chinesa CCCC compra 23% da Mota-Engil por 169,4 milhões de euros

A Communications Construction Company compra 55 milhões de ações a um preço de 3,08 euros por ação. O grupo de construção português vai convocar “em breve” uma assembleia geral para dar ‘luz verde’ ao conselho de administração para aprovar o aumento de capital.

Mota-Engil

A chinesa Communications Construction Company (CCCC) adquiriu uma participação de 23% na Mota-Engil por 169,4 milhões de euros, confirmou esta sexta-feira a construtora portuguesa, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins informou que a acionista Mota Gestão e Participações (MGP) vendeu à CCCC 55 milhões de ações a um preço de 3,08 euros por ação.

“A efetividade do acordo está, porém, dependente da verificação de várias condições precedentes, de índole legal e
contratual, entre as quais se incluem a aprovação ou o consentimento por parte de diversas Entidade Públicas e a
confirmação por parte da CMVM de que o acordo e as operações nele previstas não impõem para a CCCC a obrigação de lançamento de uma oferta pública de aquisição”, salvaguardou a Mota-Engil.

O grupo, que ontem informou ter ganho três novos contratos no Peru por 125 milhões de euros, vai convocar “em breve” uma assembleia geral para dar ‘luz verde’ ao conselho de administração para aprovar o aumento de capital, “nos termos e condições a decidir por este órgão no momento oportuno”.

Os primeiros tramites do negócio foram conhecidos no final de agosto, quando a Mota-Engil anunciou, em comunicado enviado ao regulador dos mercados, que estava a negociar com um dos “maiores grupos de infraestruturas do mundo” com uma “atividade significativa a nível mundial” para que este se torne um ” acionista relevante e um parceiro de longo prazo”.

“Esta nova estrutura acionista e o quadro desta parceria, que se baseia na avaliação do grupo de cerca de 750  milhões, irá reforçar as capacidades financeiras, técnicas e comerciais do grupo Mota-Engil, a fim de aumentar as suas atividades em todos os mercados e abrir novas oportunidades para novos desenvolvimentos”, segundo explicou o grupo de construção, nessa altura.

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Notícia atualizada às 10h28

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