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Corrida à Ordem dos Advogados aquece

António Jaime Martins e Isabel da Silva Mendes oficializaram as candidaturas a bastonário(a) na última semana, juntando-se a Guilherme Figueiredo e Luís Menezes Leitão.
20 Maio 2019, 09h30

Faltam seis meses para as eleições na Ordem dos Advogados (OA) e, neste momento, há um quarteto de candidatos pronto para ganhar – ou reforçar – o título de bastonário. Na última semana, foi a vez de António Jaime Martins e Isabel da Silva Mendes oficializarem a sua chegada à corrida para o triénio 2020-2022. Ainda assim, o primeiro a chegar-se à frente foi o próprio bastonário, Guilherme Figueiredo. Após em 2017 ter vencido Elina Fraga à segunda volta, sente-se pronto para manter a pasta, até porque acredita que precisa de mais tempo para concluir o seu “muito ambicioso” programa.

Em abril, Luís Menezes Leitão, atual presidente do Conselho Superior da OA e professor da Faculdade de Direito de Lisboa, perfaz a dupla de candidatos e anuncia que vai a votações em novembro. Assumidamente contra o “bastonário-funcionário”, Luís Menezes Leitão torna público que prescindirá do ordenado destas funções, o que tem motivado algumas críticas por parte dos adversários. Da sua lista constam Paula Lourenço (Conselho Superior), Miguel Matias (Conselho Fiscal), Luís Silva (Conselho Regional do Lisboa), João Carapeto (Conselho Regional do Porto) e Paula Margarido (Conselho Regional da Madeira).

António Jaime Martins, atual presidente do CRL quer, entre outras medidas, impedir a redução do ato próprio do advogado ao exercício do mandato judicial, modernizar a plataforma SINOA e implementar um Plano Nacional de Formação contínua junto das diferentes delegações. Da candidatura “Fazer a Diferença”, fazem ainda parte Paulo Graça (Conselho Superior), Jorge Bacelar Gouveia (Conselho Fiscal), João Massano (CRL) e Alexandra Bordalo Gonçalves (Conselho de Deontologia de Lisboa), que utilizaram o palco da Sociedade de Geografia para chamar a atenção para a necessidade de pôr fim às clivagens entre os diferentes profissionais da advocacia ou até à quebra do segredo de justiça.

“Last but not least”, Isabel da Silva Mendes, vogal Relatora do Conselho de Deontologia de Lisboa, formalizou a sua candidatura e avançou ao Jornal Económico as suas bandeiras: negociação “urgente” da atualização dos valores tabelados para pagamento de honorários no apoio judiciário e “combate acérrimo à procuradoria ilícita”.

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