Lucros dos CTT caem 15% para 14,5 milhões de euros no primeiro semestre

“O primeiro semestre de 2022 foi marcado negativamente por fatores de conjuntura económica internacional associados ao conflito militar Rússia/Ucrânia, desencadeando constrangimentos na cadeia de fornecimento de bens a nível global”, diz o operador postal.

Os CTT – Correios de Portugal tiveram resultados líquidos de 14,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2022, o que corresponde a uma diminuição de 15,3% comparativamente aos meses de janeiro a junho de 2021, quando os lucros haviam sido de 17,2 milhões de euros, segundo o relatório financeiro publicado quarta-feira.

Ainda assim, o operador postal teve rendimentos operacionais de 446,4 milhões de euros, mais 8,2% em comparação ao primeiro semestre de 2021, devido ao “desempenho do negócio de correio e outros (+24 milhões de euros ou 11%), ao crescimento do Banco CTT (+12,3 milhões de euros ou 26,8%) e dos serviços financeiros e retalho (+0,5 milhões de euros ou 2,2%)”, lê-se no documento divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fixou-se em 50,4 milhões de euros, inferior em 12% face ao mesmo período de 2021, enquanto cash flow operacional situou-se em 19 milhões de euros (-49,8% ou 18,9 milhões de euros) no mesmo horizonte temporal.

Já o EBIT recorrente – resultado operacional – foi de 18,6 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que representa igualmente uma queda homóloga (mais precisamente de 35% ou 10,1 milhões de euros). Os CTT explicam que a redução se deveu sobretudo “ao decréscimo verificado no correio e outros (-11,3 milhões de euros), fruto da queda registada no tráfego de maior valor e margem”.

“O primeiro semestre de 2022 foi marcado negativamente por fatores de conjuntura económica internacional associados ao conflito militar Rússia/Ucrânia, desencadeando constrangimentos na cadeia de fornecimento de bens a nível global, e pelos efeitos de longo prazo da pandemia de Covid-19”, refere a empresa nacional.

Esta tarde, os CTT,  a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) e a Direção-Geral do Consumidor (DGC) assinaram um convénio de preços do serviço postal universal, que vigorará durante os próximos três anos, que estabelece uma variação máxima de valores de quatro cêntimos por ano no correio normal até 2025.

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