Luís Montenegro: “Portugal ganhou hoje a formação de uma alternativa política ao socialismo”

No discurso de vitória à liderança do PSD, esta sábado à noite, Luís Montenegro deixou “farpas” ao PS e às suas políticas que colocaram Portugal “na cauda da Europa” e disse querer, a partir de agora, ser a voz não apenas da oposição, mas da esperança e do futuro.

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido, na sede de campanha, em Espinho, 28 de maio de 2022. Segundo os resultados provisórios anunciados das eleições diretas, Luís Montenegro alcançou 73% dos votos e Jorge Moreira da Silva 27%, com a abstenção a rondar os 35%. MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

Luís Montenegro afirmou este sábado à noite em Espinho, após ser eleito o 19.º presidente do PSD, que no essencial, quem ganhou foi o país. “Portugal ganhou hoje a formação de uma alternativa política ao socialismo que nos tem governado e desgovernado nos últimos anos”.

No discurso de vitória à liderança do PSD, deixou “farpas” ao PS e às suas políticas que colocaram Portugal “na cauda da Europa” e disse querer, a partir de agora, “ser a voz dos que trabalham, dos que deixaram de ter voz, mas não apenas a voz da oposição, mas a voz da esperança, do futuro, dos que apontam as falhas da governação, mas que também apontam alternativas”.

Agradeceu ao seu antecessor na liderança, Rui Rio “todo o empenho que os órgãos do partido tiveram nos últimos anos sob a sua liderança”. Ao candidato derrotado, Jorge Moreira da Silva, que caracterizou como “um quadro altamente qualificado, um político com capacidade para servir o partido e o país”, lançou a ponte, garantindo que não “vai prescindir do seu talento e dos que o apoiaram”.

“Eu não sou autossuficiente. Eu preciso da ajuda de todos do PSD e daqueles que não sendo poderão vir a juntar-se a nós”, salientu Luís Montenegro.

Questionado pelos jornalistas já na fase de perguntas e respostas, o antigo líder parlamentar social-democrata disse que, apesar do mandato ser de dois anos, pretende ser “candidato a primeiro-ministro” nas eleições previstas para daqui a quatro anos, salientando que “foi eleito para liderar o partido que vai ficar ainda mais unido”.

Manteve a posição de ambiguidade em relação ao Chega, comentando apenas que “nunca foi tema da campanha e que não o seria agora”.

Muito mais claro foi em relação às eleições europeias, daqui por dois anos, adiantando que “vai para ganhar, mas que não fugirá às responsabilidades”.

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