Ministério das Infraestruturas assegura que está atento às “reivindicações e apelos expressos dos trabalhadores da TAP”

Contudo, o ministério liderado por Pedro Nuno Santos defende que “é preciso não esquecer que a companhia aérea atravessa ainda aquele que é o momento mais desafiante da sua história”, aludindo aos efeitos da pandemia no sector. 

O Ministério das Infraestruturas e da Habitação fez saber esta terça-feira que está atento às “reivindicações e os apelos expressos pelos trabalhadores da TAP ao longo dos últimos meses”, num dia em que, de forma inédita, pilotos, tripulantes e técnicos de manutenção da companhia portuguesa se juntaram para uma “marcha silenciosa”.

“O Ministério das Infraestruturas e da Habitação tem acompanhado de perto as reivindicações e os apelos expressos pelos trabalhadores da TAP ao longo dos últimos meses e compreende o momento difícil por que passam todos aqueles que, todos os dias, permitem à companhia operar”, indica a tutela num comunicado de imprensa emitido esta manhã.

Contudo, o ministério defende, na mesma nota, que “é preciso não esquecer que a companhia aérea atravessa ainda aquele que é o momento mais desafiante da sua história”, aludindo aos efeitos da pandemia no sector.

“A TAP vive as consequências do ano dramático de 2020, quando o encerramento da empresa foi apenas travado pela injeção de fundos públicos, por parte do Estado português, num valor que vai atingir os 3,2 mil milhões de euros. Essa injeção de fundos públicos só foi autorizada pela Comissão Europeia por estar sujeita a um plano de reestruturação exigente, que terminará apenas em 2025. Este plano – que foi aprovado há menos de 8 meses – só foi autorizado porque contou com um substancial contributo por parte dos trabalhadores, traduzido na redução do número de efetivos na empresa (um processo já encerrado) e na redução dos salários dos trabalhadores que permaneceram na TAP. O processo de redução de custos laborais na empresa resultou de acordos assinados com 14 organizações representativas dos trabalhadores, que demonstraram enorme sentido de responsabilidade e de compromisso com a recuperação da empresa”, recorda o gabinete liderado por Pedro Nuno Santos.

A mobilização foi anunciada na sexta-feira pelas direções do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) e do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA). 

“No dia 16 de agosto, às 08:30, com partida do Campo Pequeno e chegada ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, iremos mais uma vez, abdicar de folgas, férias e dias livres, garantindo assim que nenhum passageiro é prejudicado por este nosso protesto”, lê-se no comunicado conjunto das três entidades, que aludem ao objetivo de assegurar “a melhoria contínua da qualidade do serviço que presta aos seus clientes e a sustentabilidade da própria empresa, mantendo os elevados padrões de segurança da operação pelos quais fomos sempre reconhecidos”.

“Os trabalhadores e os passageiros estão juntos quando viajam e estão juntos nesta luta pelo alinhamento entre as opções de gestão e aquilo que o país necessita da TAP”, dizem os três sindicatos.

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