Biden anuncia novo pacote de 33 mil milhões e propõe usar bens congelados de oligarcas para compensar Ucrânia

Os EUA pretendem ajudar a Ucrânia com armas e outros equipamentos militares, assim como ajuda financeira ao governo e ajuda humanitária. Os norte-americanos continuam a aumentar as medidas que visam punir e isolar a Rússia, com novas sanções dirigidas aos oligarcas russos.

Alex Wong / Getty Images

A Casa Branca vai propor ao Congresso norte-americano o envio de mais fundos de apoio às forças ucranianas, no valor de 33 mil milhões de dólares (31,42 mil milhões de euros), assim como a criação novas ferramentas legais que permitam aumentar as sanções aos oligarcas russos, de forma a compensar este financiamento.

As autoridades de norte-americanas esperam com este novo pacote poder dar maior apoio às forças militares da Ucrânia, assim como conseguir contribuir com ajuda humanitária e económica, de acordo com declarações feitas na quarta-feira pela porta-voz da Casa Branca Jen Psaki, ouvida pela agência “Reuters”.

O envio inclui mais de 20 mil milhões de dólares em armas, munições e outros equipamentos militares, 8,5 mil milhões em assistência económica direta ao governo ucraniano e três mil milhões em ajuda humanitária e alimentos. Esta ajuda segue o anúncio, efetuado na semana passada, do envio de 800 milhões de dólares para a Ucrânia.

Joe Biden procura tornar possível ao governo dos Estados Unidos o congelamento de mais bens de oligarcas russos e usar o dinheiro dessas apreensões para pagar estes apoios à Ucrânia. De recordar que os Estados Unidos são o país que mais ajuda enviou para a Ucrânia. desde o início da invasão russa, que dura há mais de dois meses.

O presidente pretende ainda tornar crime que alguém tenha em sua posse dinheiro que saiba que teve origem em negócios corruptos realizados na Rússia.

As medidas fazem parte de mais um pacote de sanções que os Estados Unidos procuram impor à Rússia, de forma a punir e isolar aquele país, como consequência da invasão russa à Ucrânia, que já gerou mais de cinco milhões de refugiados.

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