PM britânico diz que invasão da Ucrânia é exemplo de “masculinidade tóxica” de Putin (com áudio)

Durante a cimeira da NATO em Madrid, marcada pela guerra na Ucrânia, Johnson garantiu que a Rússia não teria iniciado o conflito caso estivesse uma mulher no lugar de Putin à frente do Kremlin. 

DR Daniel Leal-Olivas/ REUTERS

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou esta quarta-feira, 29 de junho, que a invasão “maluca e machista” da Ucrânia pela Rússia é um “exemplo perfeito de masculinidade tóxica” do presidente russo, Vladimir Putin. O governante britânico voltou a criticar a ofensiva de Moscovo em território ucraniano, deixando ainda um apelo para que venham a surgir “mais mulheres em posições de poder”, segundo a “BBC”.

Durante a cimeira da NATO em Madrid, marcada pela guerra na Ucrânia, Johnson garantiu que a Rússia não teria iniciado o conflito caso estivesse uma mulher no lugar de Putin à frente do Kremlin.

Ao falar sobre a igualdade de género e a importância da educação, Johnson afirmou que é necessário “mais mulheres em posições de poder. Se Putin fosse uma mulher, o que ele obviamente não é, mas se fosse, eu não acho que teria embarcado numa guerra maluca e machista de invasão e violência como acabou por fazer”.

“Se querem um exemplo perfeito de masculinidade tóxica, é o que ele [Putin] está a fazer na Ucrânia”, acrescentou o primeiro-ministro britânico.

Os comentários de Johnson sobre o presidente da Rússia surgem alinhados com o discurso proferido durante uma mesa redonda com líderes do G7 durante uma reunião na Alemanha no início desta semana. Os líderes ridicularizaram o retrato machista de Putin, com Johnson a sugerir, em tom de brincadeira, que “mostrassem os nossos peitorais” para provar que “somos mais durões que Putin”.

Na sua entrevista à “ZDF”, Johnson também referiu que, embora os líderes do G7 “desesperadamente” desejem o fim da guerra na Ucrânia, não há “nenhum acordo disponível” atualmente, embora tenha descrito a cimeira como “incrível”, por considerar que os líderes “se aproximaram cada vez mais” de um acordo.

Johnson disse que o ocidente deve apoiar a estratégia militar da Ucrânia, de forma a colocar o presidente da Ucrânia, Volodymr Zelensky, “na melhor posição possível” nas negociações com a Rússia “quando finalmente chegarem”.

A reunião da NATO em Madrid prossegue, um dia depois de a Turquia ter oficialmente aprovado as candidaturas da Finlândia e Suécia, removendo a barreira final à adesão de ambos os países à aliança.

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